Embora haja gente que afirme que fazer o bem é de mau gosto, a filantropia é praticada, em maior ou menor grau, por muitas pessoas. Cada um ajuda como pode, é que nem dízimo. Há pessoas que se dedicam mais, que compram uma causa. Quem acompanha o Big Brother Brasil 7 teve a oportunidade de ver o surgimento de uma idéia pioneira, idealizada por uma pessoa que se encaixa muito bem nesse último grupo. A perspicaz candidata SIRI declarou aquela que tende a ser a nova onda da filantropia mundial: “Eu dou um infarto”. Ong’s de todas as regiões do país ligaram para a Central Globo buscando informações mais detalhadas sobre o assunto assim que receberam a notícia, mas “não lograram êxito”, uma vez que as regras do programa não permitem troca de informações com os brothers .
Naturalmente, quem viu sentiu. Afinal, não é qualquer pessoa que se disponibiliza a dar um infarto. Infelizmente SIRI não disse para quem daria o infarto, e muita gente ainda está aflita por causa disso, na expectativa de quem será o felizardo. Quem quer que seja, nós brasileiros agradecemos desde já. Fica a lição de que nem tudo está perdido, que ainda há pessoas de bom coração – dispostas a abrir mão dele por uma causa justa.
Os outros participantes do BBB não têm a mesma generosidade. O máximo que dão é um vômito de vez em quando, e isso quando bebem muito, porque daí pobre acha que é rico e começa dar coisas que não pode. Mas dar vômito pode, nem custa tão caro assim e o esforço é recompensado de véspera, antes do fim (não) pretendido.
Mais uma vez o BBB mostra sua inegável utilidade pública. É de exemplos como esses que os brasileiros precisam. Ser brasileiro não é apenas não desistir nunca, ser brasileiro é também dar um infarto, ou quantos queiram, a não ser que opte apenas por um, só que de maior qualidade – um fulminante, por exemplo.
É uma pena notar que persistem as acusações (vindas de gente de má fé, é claro) de que os brasileiros são incultos. Maldade com esse honesto e religioso povo. Pode-se afirmar, com pequena margem de erro, que o protótipo do brasileiro está representado no BBB – programa especialista em recrutar os cérebros mais efervescentes da nação. Na hora de escolher o vencedor do programa, o brasileiro prova, acima de tudo, que tem bom senso. Como esquecer dá contribuição deixada por Kléber Bam-Bam, Dhomini, Cida, e Mara?
SIRI, graças a Deus, é uma das favoritas ao prêmio de R$ 1 mi dessa edição. Benevolência e inteligência: Big Brother Brasil.