Então que seja no primeiro
Lula tem 51% das intenções de voto, segundo última pesquisa do Datafolha. O eleitor quer que Lula ganhe no primeiro turno. O eleitor é pragmático: não quer ser obrigado a votar duas vezes. Que se vote no Lula, portanto, e acabe de uma vez com o martírio.
Os eleitores estão cansados, 68% deles estão entre “mais ou menos interessados” e “nenhum pouco interessados” nas eleições e, 67% não votariam se não fossem obrigados – de acordo com pesquisa do Ibope publicada na edição mais recente da Veja.
Paira na cabeça das pessoas a impressão (nenhum pouco absurda, é verdade) de que tudo vai ser sempre igual, político é tudo ladrão, e ladrão por ladrão que se fique com Lula, carismático e de origem pobre (a origem pobre é de extrema importância, serve de alento para milhares de outros pobres desse país). Para o eleitor, é um ultraje ser obrigado a votar em qualquer um dos “pulhas” que são candidatos.
Alguns começam a ter a impressão de que tudo é uma grande piada, um circo. E sentem que o palhaço da estória, são eles próprios. Não se interessar pelas eleições é refutar a piada de mau gosto. É dar um grito de não inocência. Não se interessar já não pode ser revidado com críticas de que não é politizado. Não ser politizado é uma demonstração de “esperteza”. É grave, mas o eleitor não pode ser culpado por pensar assim.
Os eleitores estão cansados, 68% deles estão entre “mais ou menos interessados” e “nenhum pouco interessados” nas eleições e, 67% não votariam se não fossem obrigados – de acordo com pesquisa do Ibope publicada na edição mais recente da Veja.
Paira na cabeça das pessoas a impressão (nenhum pouco absurda, é verdade) de que tudo vai ser sempre igual, político é tudo ladrão, e ladrão por ladrão que se fique com Lula, carismático e de origem pobre (a origem pobre é de extrema importância, serve de alento para milhares de outros pobres desse país). Para o eleitor, é um ultraje ser obrigado a votar em qualquer um dos “pulhas” que são candidatos.
Alguns começam a ter a impressão de que tudo é uma grande piada, um circo. E sentem que o palhaço da estória, são eles próprios. Não se interessar pelas eleições é refutar a piada de mau gosto. É dar um grito de não inocência. Não se interessar já não pode ser revidado com críticas de que não é politizado. Não ser politizado é uma demonstração de “esperteza”. É grave, mas o eleitor não pode ser culpado por pensar assim.

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