Tribos
Os emos só gostam de emos porque acham o resto das pessoas insensíveis, preconceituosas e enrustidas (liberem suas emoções!). Os indies só gostam de indies porque acham o resto do mundo um bando de idiotas (como podem não conhecer aquela banda tcheca?). Os metaleiros só gostam de metaleiros porque o resto é um bando de frouxos (e porque são fanáticos, é verdade). Os mods acham os outros três no jardim de infância para um dia ser mod (os indies pensam o mesmo sobre os emos). Os metaleiros acham um pecado não gostar de solos de três minutos. Os emos precisam de uma razão para viver, e só existem enquanto emos.
Fico abismado, puto da minha cara, com a fakesa dos emos, as porcarias das bandas que eles ouvem. Fico xiita da vida com os carões dos indies, com o jeito eu-sou-melhor-do-que-todo-o-planeta, com a falta de educação, e com o manjado ar blasé. Fico revoltado da vida com o radicalismo dos metais. E ainda tem os hippies (sim, eles sobrevivem, e ainda com o mesmo slogam), os novos hippies, os pagodeiros, os psys...
A maioria dessas tribos não sobrevive depois que as pessoas viram gente, ou melhor, sobrevivem, essas pessoas é que quando crescem não participam mais. A transformação comportamental que mais tenho curiosidade é saber o que serão os emos daqui a 15 anos. Os indies são mais previsíveis, vão continuar sendo indies, mas os interesses irão mais longe do que apenas música. Os metaleiros vão descobrir Mutantes e dizer “meu, isso é muito psicodélico” (ai, tem os psicodélicos também).
É possível que todos tenham uma profissão, mas acredito que os indies serão os mais ferrados. Eu não contrataria um indie para minha empresa, para quê, para ele achar que o mundo é uma bosta por ele não ser o chefe, que é a coisa mais absurda alguém que gosta de Elliott Smith e Fiery Furnaces ser empregado, para fazer cara de nojo o tempo todo e querer me ver morto? Não, não.
E pensar que na década de 60 no Brasil, basicamente, ou um jovem era revolucionário ou era reformista.
Fico abismado, puto da minha cara, com a fakesa dos emos, as porcarias das bandas que eles ouvem. Fico xiita da vida com os carões dos indies, com o jeito eu-sou-melhor-do-que-todo-o-planeta, com a falta de educação, e com o manjado ar blasé. Fico revoltado da vida com o radicalismo dos metais. E ainda tem os hippies (sim, eles sobrevivem, e ainda com o mesmo slogam), os novos hippies, os pagodeiros, os psys...
A maioria dessas tribos não sobrevive depois que as pessoas viram gente, ou melhor, sobrevivem, essas pessoas é que quando crescem não participam mais. A transformação comportamental que mais tenho curiosidade é saber o que serão os emos daqui a 15 anos. Os indies são mais previsíveis, vão continuar sendo indies, mas os interesses irão mais longe do que apenas música. Os metaleiros vão descobrir Mutantes e dizer “meu, isso é muito psicodélico” (ai, tem os psicodélicos também).
É possível que todos tenham uma profissão, mas acredito que os indies serão os mais ferrados. Eu não contrataria um indie para minha empresa, para quê, para ele achar que o mundo é uma bosta por ele não ser o chefe, que é a coisa mais absurda alguém que gosta de Elliott Smith e Fiery Furnaces ser empregado, para fazer cara de nojo o tempo todo e querer me ver morto? Não, não.
E pensar que na década de 60 no Brasil, basicamente, ou um jovem era revolucionário ou era reformista.

3 Comments:
At 12:35 AM,
Cristofer Floco said…
Clap, Clap, Clap! :D
Acho que os Mods também continuam Mods eternamente! Que desgraça!
At 2:28 PM,
Anônimo said…
Adorei Gui!!!
Bjs.
At 2:28 PM,
Anônimo said…
Adorei Gui!!!
Bjs.
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